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O espectáculo do milénio

por O Paciente Impaciente, em 06.02.17

Quando cerca de 11 ou 12 anos comecei a ouvir uma banda Portuguesa chamada Moonspell porque eles tinham uma música que adorava imenso e era cantada em Português apesar de não entender as letras, não me consigo mesmo lembrar em que ano foi mas sei que na altura ainda brincava com os bonecos da Playmobil. Os anos foram passando e tentava sempre acompanhar os álbuns, era difícil porque estudava e quase nunca tinha dinheiro para os comprar e a única solução era pedir a alguém para me gravar em CD's (e eu que detesto fazer isso porque neste caso tenho uma enorme admiração e respeito pelos Moonspell).
Andava na escola e tinha milhares de problemas na escola e em casa e a sua música era o meu refúgio, andei estes 20/21 anos com imensa vontade para os ver mas nunca tinha oportunidades, ou era demasiado novo ou então não tinha dinheiro e/ou companhia, neste último natal a minha irmã deu-me uma tablete de chocolate e eu pensava que era apenas uma daquelas prendas que nos oferecem e odiamos (quem nunca o fez que atire a primeira pedra lol). No entanto pediu-me para que o abrisse devagar e assim fiz, reparei que lá dentro tinha um bilhete verde e comecei a ler: "Moonspell XX Irreligious Campo Pequeno Bancada 04 de Fevereiro de 2017", é claro que adorei de imediato mas fiquei preocupado porque pensava que me estava a mandar ir sozinho, enganei-me, eles também foram e já tinham convidado um casal amigo que também adora concertos e já os viram mais vezes.
O dia finalmente chegou, iria ver a minha banda favorita tocar as minhas músicas favoritas e ainda por cima iria ser gravado em DVD, estava tão nervoso que antes de sair de casa tive que ir ao WC cinco vezes (ou talvez até mais) quase duas horas chegámos a Lisboa e a amiga da minha irmã falou num Restaurante que vocês devem de conhecer de certeza, chama-se "The Great American Desaster", cada um pediu o seu hambúrger e os seus sumos e águas, esperámos um bocado e começámos a comer, assim que vi o meu assustei-me porque o hambúrguer era 10x maior que eu e tinha vindo a comer uma sandes de queijo pelo caminho mas comi tudo incluindo as batatas fritas (claro, isso não podia falta) a única coisa que não comi foi a cebola roxa, mais tarde quando acabámos de comer fomos pagar e viémo-nos embora, eram quase 21h e ainda faltava cerca de uma hora para os espectáculo começar mas as portas estavam quase a abrir, fomos logo para o Campo Pequeno (ainda não percebi porque tem esse nome se o recinto é enorme mas não maior que o Pavilhão Atlântico).
Entrámos no Recinto e entregámos os bilhetes a um dos senhores que estavam na entrada e fomos para a bancada, o que vale é que ali não há lugares marcados ou pelo menos desta vez não houve, escolhemos os nossos lugares e esperámos uma eternidade para que o espectáculo começasse, o que vale é que estavam a passar música dos Type O Negative, outra banda que adoro, as pessoas foram chegando e o recinto ficou cada vez mais cheio mas não encheu por completo pelo menos nas bancadas, mais tarde as luzes apagaram-se e as pessoas começaram a gritar, os membros dos Moonspell foram entrando um a um, primeiro foi o Mike e de seguida o Pedro, a seguir veio o Aires e o Ricardo e por fim o Fernando começaram a tocar com 20 minutos de atraso mas rapidamente as pessoas da plateia erguem os seus braços e começaram a filmar com os seus telemóveis (ora, este foi o meu primeiro concerto a sério mas o que aconteceu à geração dos isqueiros?) tocaram 3 álbuns: Wolfheart, Irreligious e o Extinct, foi um espectáculo maravilhos com grandes efeitos de fumo, chamas e lasers (houve uma música em que o Fernando tinha lasers nas luvas) e com mais de três horas, escusado será dizer que para o fim já me estava a dar o sono, mas se valeu imenso a pena ter ido vê-los? Claro que sim, só tenho pena de não ter ido mais preparado mentalmente.

 

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publicado às 10:52

Compras Online Parte II

por O Paciente Impaciente, em 03.02.17

Há uns meses fiz uma compra Online, andava à procura de um GPS para oferecer ao meu pai visto que ele trabalha nos transportes e dá-lhe imenso jeito, já tinha ido à Worten da minha cidade e ao site da mesma e nada, decidi então ir procurar no lugar onde menos gosto, onde? Na Fnac claro.
Depois de vários minutos a procurar lá consegui encontrar um que me pareceu bom, o preço esse nem vou falar porque era um pouco caro mas como era para uma ocasião especial e tinha alguns trocos de parte lá decidi então comprar, fiz o registo e saí de casa para ir fazer o pagamento, cerca de de 2/3 dias mais tarde recebo a encomenda, é claro que me apercebi que algo não estava bem e ainda comentei com o transportador dos CTT mas ele claro, respondeu que o problema era da Fnac e não dele (ou até mesmo dos CTT).
Fechei a porta e abri a caixa, agitei-a um pouco e ouvi algo que me pareciam ser peças soltas, qual não é o meu espanto que o produto estava mesmo danificado? A primeira coisa que fiz foi enviar um e-mail à Fnac a explicar a situação e a perguntar o motivo de não terem enviado factura como faziam dantes, enviaram-ma em anexo num e-mail e garantiram-me que a encomenda estava muito bem empacotada, ora, pelo sim pelo não decidi imprimir a factura e ir pessoalmente a uma loja Fnac e explicar a situação, ainda estive algum tempo à espera mas acabaram por me devolver o dinheiro.
Mas o problema agora não é esse, não, no domingo passado a minha mãe decidiu ir ao Modelo porque precisava de uns produtos e eu andava urgentemente a precisar de uma pen de 32Gb para copiar uns ficheiros, tenho um disco externo de 1Tb que está praticamente cheio e é complicado apagar alguns e copiar outros (quem é fã de Informática sente bem o sofrimento que é).
Mas antes disso já tinha passado quase uma tarde inteira a tentar escolher quais ficheiros apagar para copiar outros mas...entre fotos, música, programas e 340Gb em jogos é complicado escolher (acho que para mim a parte mais dolorosa é mesmo ter que apagar jogos que nem sequer correm no meu PC mas enfim). Como estava eu a dizer, no domingo fui à Worten comprar uma pen, queria um disco externo mas são extremamente caros e eu neste momento não posso andar a "derreter" dinheiro, queria também um cabo de rede e não havia, o que é que eu tive que fazer? Ir para casa e entrar no site para fazer encomenda desses dois produtos, fiz o pagamento na segunda-feira de manhã e depois de almoço recebi dois e-mails a dizer que já tinham sido expedidos, que fixe.
Esperei 24h, o problema é que tinha que ir levantar um exame e saí de casa por cinco minutos, o tempo suficiente para irem lá a casa, o mais certo foi eu a sair e eles a chegar, quando cheguei reparei que tinha um aviso na caixa do correio, encomendas essas que não vinham pelos CTT mas sim pela Chronopost, a Empresa que mais detesto, fui ao site deles e marquei uma nova entrega, esperei mais 24h e eu sempre a necessitar das encomendas, no dia seguinte esperei, esperei e esperei, nem pude sair de casa, a sorte é que estou em casa neste momento, andava sempre a seguir as Encomendas e por vezes estava perto, ora, se estavam por perto porque é que não deram cinco minutos do seu tempo para virem aqui? Será preguiça? Desleixo? Falta de tempo?.
Ontem passei-me da cabeça e mandei-lhes um e-mail, perguntei-lhes se a minha morada estava correcta e dei-lhes os meus contactos (telemóvel e fixo), cinco minutos depois ligaram-me com a desculpa de não terem passado por falta de tempo (me engana que eu gosto) e nem desculpa pediram, disseram ainda que ligavam antes de fazer a entrega, eram quase 12h quando me tocaram à campaínha, a sorte é que eu estava em casa nessa altura e não ligaram como prometido, recebi ambas encomendas fora do prazo e uma das caixas já vinha com amolgadelas, sabe-se lá por onde passaram e quando tempo estiveram sem lhes tocar, mas uma coisa é certa, irei começar a ir procurar em lojas do que fazer compras online porque assim poderei ter logo as coisas que me fazem falta e não ter dores de cabeça com preocupações.

 

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publicado às 13:03

Novo Ano Chinês

por O Paciente Impaciente, em 02.01.17

Sei que tenho andado distante do blog nestes últimos meses, não por falta de interesse mas sim por falta de ideias e histórias para contar (e eu que queria ser Argumentista).
Algumas pessoas perguntaram-me se iria voltar a escrever, houve até quem me removesse como "amigo" por não escrever mas isso não me interessa rigorosamente nada, assim sendo que venho falar sobre esta época festiva e o que representa pelo menos para mim.
Quem me conhece realmente sabe que odeio o natal desde os meus 12 anos, e perguntam vocês porquê? Eu explico, quando tinha essa idade vi o meu avô paterno a partir praticamente à minha frente e isso deixou-me marcas, marcas essas que ainda hoje permanecem, posso dizer que o natal de 1996 foi o pior natal que já passei, todos os anos era hábito passarmos o natal em casa da minha avó mas a sua casa além de super gelada (mesmo com fogueira há muita humidade) há sempre pessoas a entrar e a sair, crianças aos gritos e aos saltos, já para não falar que a minha mãe gosta de estar na sua própria casa sem confusões, essa minha avó costumava vir para minha casa com uma prima minha e um tio, este ano não vieram porque a minha avó decidiu não vir.
Por um lado até foi melhor porque ela é daquele tipo de pessoa que se mete na vida das pessoas e de seguida vai contar a toda à gente o que viu e ouviu, ou seja, uma calhandreira a 100%, não é que eu não goste dela mas sinceramente irrita-me profundamente quando se põe a fazer-me perguntas e depois vai contar às suas vizinhas ou até mesmo às suas queridas netinhas que não falam comigo nem com a minha mãe, um dia explico.
No dia do casamento da minha irmã em Junho, ela andou para lá a dizer às amigas da minha irmã que eu estava solteiro, é claro que não gostei da brincadeira, a minha avó também é daquele tipo de pessoa que gosta de fazer rir os outros nem que para isso tenha que envergonhar alguém forte e feio, tanto os meus pais como a minha irmã sabem que já não a posso ver à frente por causa disso, mas continuando, neste natal houve muita comida, caras de bacalhau, bacalhau com natas, arroz doce, mousse de chocolate, bolo-rei e camarão, não gosto nada de peixe nem bacalhau mas adoro bacalhau à brás ou com natas, estranho não?
Comi tanto nestes últimos sete dias que acho que irei demorar dois anos a desfazer-me desta comida toda ou quase, o jantar em si até que correu bem e passou a correr, no fim toda a gente se sentou nos sofás e passados quê? Cinco minutos? Já estava toda a gente com sono e ainda eram 22h30m, a sorte é que ainda estava a fazer a digestão porque caso contrário tinha ido para a cama a essa hora como faço todos os dias e seria um dia perfeitamente normal para mim, uma semana depois chegou a passagem de ano, é oficial, descobri que tenho mesmo amigos que devem ser da família do Mendonça (Mendonça=onça).
Nunca ninguém me deseja nada nem convida para nada, na verdade apenas a mãe de um amigo meu que me deu o gato preto é que me enviou uma imagem para o facebook, a única solução era ir com os meus pais, mas sinceramente entre ir com eles ou ficar em casa sozinho a jogar prefiro mesmo a segunda opção sem pensar duas vezes, sou muito caseiro e não gosto de certas coisas que o meu pai faz, por exemplo, em festas de aldeia põe-se a dançar feito doido e a envergonhar-me fortemente, ou então diz e faz coisas que não gosto, adora ir para o café beber minis e ficar lá a tarde toda em vez de vir para casa e eu até me passo pelas secas e figuras tristes que me fazem passar, começo seriamente a pensar que sou descendente daqueles dois senhores que estão sentados no teatro, das duas uma, ou sou eu que não tenho paciência para certas coisas ou então as pessoas gostam muito de me provocar.
Já não me lembro do que estava a falar, ah sim, da passagem de ano, a minha mãe fartou-se de me chatear para ir com eles e claro, lá está o Paciente Impaciente sentado na primeira fila a ser do contra, será que pertence ao Bloco de Esquerda?
Será assim tão difícil de aceitar as minhas opiniões? Se não quero não quero, se se estão a perguntar a vós próprios como foi a minha P.D.A eu conto, (oh não, este tipo nunca mais se cala, socorro, tirem-me daqui porque isto é uma seca).
Acabei por ir com eles por causa da minha mãe, ela quase que me implorou para ir e acabei por aceitar mas foi com um grande custo, fomos jantar a um Restaurante na praia onde o meu pai vai com a minha mãe aos domingos à tarde quando está em Portugal, já é cliente habitual e até porque tanto ele como o dono já se conhecem há muitos anos porque cresceram na mesma zona, sentei-me e o que é que eu vejo? Rissóis, pastéis de bacalhau, camarão e creme de sapateira, a fome era tanta que comecei a comer um pouco de tudo, pouco depois decidi escolher vitela estufada com arroz e batatas fritas que estavam uma maravilha, a fome? Ah, essa foi-se embora porque estava a apanhar uma valente seca.
Fiquei sem fome muito depressa e bebi duas latas de sumol que tanto adoro mas bebo tão poucas vezes, apenas sei que estava tão cheio mas tão cheio que estava a ver que tinha de sair dali a rebolar e até que nem foi assim muito caro, 15€ por pessoa e podíamos comer o que quiséssemos porque estava tudo incluído, no fim aparece o rapaz a perguntar se queríamos sobremesa, oi? O quê? Quando? Quem? Ah, não tenho fome nenhuma mas bora lá comer serradura, daí até nos irmos embora não demorou muito até porque já eram 23h e pouco e estava quase na hora do espectáculo que já vos conto a seguir, o dono deu-nos uma garrafa de champanhe porque já estava incluída no menu, quer dizer, a mim não me deu nada porque eu não bebo essas coisas, infelizmente.
Víemos cá para fora e fomos ao encontro de uns tios meus que estavam na marginal ao frio à nossa espera e tudo por causa do meu pai que é sempre o mesmo, não faltou muito para que a meia-noite chegasse e com isso veio o fogo-de-artifício que durou cerca de meia-hora, mas fiquei na dúvida, não sei se era o 4 de Julho ou se estava perante um concerto dos Rammstein (para quem não sabe eles são conhecidos por terem concertos com grandes efeitos de fogo-de-artificio).
Já estava farto de olhar para cima mas acabou com uma enorme explosão, a marginal estava cheia de pessoas que rapidamente se foram embora, mesmo ao lado estava uma tenda grande onde havia música ao vivo mas tinha que se pagar 3€ para entrar, decidimos ir dar uma volta a pé até aos bares mas viemo-nos embora porque é uma zona de risco (porrada, facadas e até mesmo tiroteios).
Foi aí que decidimos pagar os tais 3€ para entrar na tenda, para minha grande surpresa estava lá o Virgul a actuar, nunca o tinha visto pessoalmente mas sempre tive (e ainda tenho) um grande respeito por ele, tanto que se fosse Realizador convidava-o para aparecer como uma das personagens, ele agora está diferente, cabelo curtinho e mais musculado e de óculos escuros, fiquei mesmo a pensar que era o Anselmo Ralph (tenho grande respeito pelos dois).
O seu mini-concerto foi muito agradável e tocou as novas músicas como algumas dos Da Weasel, apenas acho que deveria ter sido o último a actuar e não o primeiro, depois veio um DJ e um cantor locais mas detestei por completo, apesar de não ser grande fã desse tipo de música o efeito de luzes era uma anedota, sabem aquelas luzes que estão constantemente a piscar? Era desse tipo, aquilo para uma pessoa ter um ataque não é preciso muito e eu tive que fechar os olhos porque já me doía a cabeça por causa do barulho e mesmo por causa das luzes, e não, não sofro desse tipo de doença apesar de ter outro tipo, algum tempo mais tarde viemo-nos embora e como tínhamos o carro em frente ao Restaurante a minha mãe queria ir à casa-de-banho, mas qual não é o nosso espanto quando vemos dois carros da GNR parados?
Tinha havido confusão lá dentro há pouco tempo, soube ontem que houve uma tentativa de furto quando o dono se encontrava na parte do Restaurante, se não tivesse sido o miúdo que estava a atender o lucro de sábado tinha ido à vida, é claro que houve porrada entre o dono e a pessoa que tentava roubar dinheiro, conclusão, o dono levou com uma cadeira na cara acertando-lhe na pálpebra esquerda e partiu-lhe um dente de cima, mas parece que o miúdo e um outro senhor se meteram, por sorte a pessoa que queria roubar dinheiro fugiu mas pediu ajuda médica aos bombeiros e quando o dono do Restaurante soube disso, saiu disparado de tal maneira do seu café/Restaurante para lhe bater, o que teria acontecido se um dos Agentes não lhe tivesse agarrado, ao que parece já está tudo encaminhado para uma Advogada e o caso irá para a frente, percebem agora porque odeio passagens de ano e de lugares onde há muita gente?

P.S: Peço imensa desculpa por este texto ser demasiado pequeno.

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publicado às 10:40

Semana em grande

por O Paciente Impaciente, em 08.08.16

Na semana passada publiquei um texto sobre o meu fim-de-semana a ingerir "fast food" do LIdl, é algo que adoro imenso e que sabe sempre bem, mas no entanto também é algo que faz muito mal, este fim-de-semana também foi algo parecido, ora vamos cá ver, na Sexta-feira uns primos meus de França e Alemanha vieram cá jantar (eles são irmãos e cada um já tem a sua família).
O jantar foi frango assado de compra, penso que eram três, havia também chouriço e morcela que no qual adoro imenso, e ainda por cima é estaladiça, muito boa, havia ainda dois pacotes de Lays e arroz de feijão que a minha mãe decidiu fazer. 
Embora que tenha estado quase o tempo todo calado deu para rir um bocado com o marido da minha prima que se sentou ao meu lado esquerdo, eu metia batatas fritas no meu prato e ele tirava, mas não só, o jantar correu muito bem e toda a gente se divertiu, no sábado fomos almoçar sardinhas assadas a casa dos sogros da minha irmã mas havia um problema, eu não gosto muito de sardinhas, na verdade só gosto de bacalhau à brás ou com natas, se tiver grão ainda se come com algum custo, apesar de adorar imenso grão.
Como tal, eu gosto muito de ser diferente, senti-me especial, estava a comer outra coisa, o que tinha sobrado do frango no dia anterior, ninguém me disse nada, mas percebi logo que ninguém gostou de me vera comer outra coisa, talvez tenha sido impressão minha, o sogro da minha irmã só me perguntou se não gostava de sardinhas, o meu pai respondeu-lhe que comia, mas muito, muito mal, por isso era preferível não comer para não estragar, até porque elas são um pouco caras.
Fartei-me de comer arroz de feijão com frango, fartei-me de beber Compal de Pêssego, no fim ainda havia mousse de chocolate, melão, melância e uvas, o que acham que escolhi? Depois disso ainda bebi café que estava a ferver, apesar de estarmos no jardim, estávamos debaixo de chapéus de sol, ingerir coisas quentes com este calor todo não dá muito jeito, mas soube-me bem, logo de seguida fui-me sentar numa espreguiçadeira e estiquei as pernas, ofereceram-me água das pedras, confesso que não aprecio muito mas parece que ajuda a fazer a digestão e eu estava mesmo cheio, decidi aceitar, lá estava eu na espreguiçadeira à sombra com a garrafa na mão esquerda a olhar para o céu sem fazer rigorosamente nada, esqueci-me do trabalho, esqueci-me do computador, esqueci-me da Internet, apenas decidi apreciar o momento e soube-me bem, ontem os meus pais foram a um almoço anual dos amigos de angola do meu pai, eu não fui e a minha irmã também não, ela decidiu ir comprar um frango e vir almoçar aqui a casa, lá estava eu, a comer frango pela terceira vez seguida, depois almoçar fomos ao café do jardim, soube-me bem sair de casa,agora, como faço para perder os 15kg que ganhei em sete dias?

 

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publicado às 12:38

Cheira-me a Verão

por O Paciente Impaciente, em 21.07.16

Hoje levantei-me cedo e decidi ir aproveitar o Sol, decidi também ir a outro Café porque naquele onde costumo de ir trabalha lá uma rapariga há pouco tempo e sempre que me vê ignora-me e não me atende.
Quem me conhece sabe que detesto ser ignorado, pensando bem acho que ninguém gosta não é verdade? Entrei e sentei-me numa mesa e tirei a carteira do bolso dos calções, a Empregada, uma rapariga ligeiramente mais nova do que eu estava a atender duas pessoas ao mesmo tempo no balcão, esperei pacientemente a minha vez, alguns minutos depois ela olhou para mim e perguntou-me o que queria, "bom dia, é um café se faz favor" disse eu com um sorriso na cara, ela atendeu-me muito rapidamente e também com um sorriso na cara, paguei no acto da entrega (ou como se costuma de dizer, à Cobrança).
Demorei imenso tempo a beber o café porque estava a ferver e quase que queimei a língua (ninguém te manda ser guloso), comecei a olhar para montra e vi bolos e croissants com um excelente aspecto, mas depois pensei: "não sei se hei-de comer bolos, talvez coma um croissant de chocolate que é muito melhor", acabei de beber o café e voltei a tirar a carteira para fora para ver os meus trocos, por sorte tinha uma moeda de 2€ e fui ao balcão, a rapariga olhou para mim e perguntou-me o que queria, perguntei-lhe gentilmente o preço mas falou tão baixinho que tive sérias dificuldades em perceber, perguntei-lhe se podia repetir e ela voltou a falar baixinho, nada contra, é a sua maneira de ser e eu respeito isso, além disso gosto de raparigas sossegadas, mesmo se não forem também não tenho nada contra, adiante.
Voltei a não perceber e perguntei-lhe novamente o preço, não me disse nada mas notei na sua cara que já se estava a enervar (posso ter percebido mal), voltou a dizer e desta vez percebi porque me inclinei um pouco para a frente, 1€, perguntei-lhe se me podia dar um e muito rapidamente me deu o croissant num pequeno prato, voltei a sentar-me e fiquei alguns minutos a comer porque ainda não tinha comido nada de jeito, apenas um copo de Compal de Ameixa (sim, sei que não se deve beber café em jejum mas é sempre mais forte do que eu).
Quando acabei de comer levantei-me e arrumei a cadeira sem fazer barulho, despedi-me e vim cá para fora, ainda não eram 10h00m e para não ir logo para casa fui dar uma volta a pé pela cidade, os dias têm estado quentes e seria um crime não aproveitar, e não é que cheguei a casa mais animado por ter saído? Pois é, tenho que começar a fazê-lo mais vezes mesmo que seja sozinho.

 

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publicado às 17:07

O evento do século

por O Paciente Impaciente, em 26.06.16

 

Ontem foi um dia especial, foi o casamento da minha irmã, toda a gente aqui em casa estava numa pilha de nervos, ela veio cá almoçar porque o casamento foi só à tarde, a rapariga estava mais que nervosa, o meu pai estava nervoso porque era ele quem a iria levar, eu estava nervoso porque também o estava a ver assim, fiquei ainda mais nervoso porque sabia que iria estar com muita gente junta (sofro um bocado de agorafobia).
O noivo já estava lá quando chegámos, acho que nunca o tinha visto tão nervoso, eles casaram pelo Registo Civil, ao fim de algum tempo a senhora pediu a algumas pessoas para darem umas palavras sobre eles, primeiro foi aos pais dele, de seguia aos meus, chamou também os padrinhos dele e o padrinho dela, nenhumas das madrinhas falou, comecei a ficar ainda mais nervoso porque achava que me iria calhar o mesmo (apesar da senhora ter sido avisada que eu não queria falar).
Lá estava eu, cá atrás à chapa do sol de fato e gravata com a mão esquerda na boca a tentar ser incógnito e a rezar a todos os santinhos para que não ouvisse o meu nome, tive azar, é claro que rapidamente toda a gente olhou à sua volta à minha procura, um amigo da minha irmã gritou bem alto que eu estava ali, cerrei os meus olhos e pensei: "tirem-me daqui".
Não queria falar mas já era demasiado tarde, das pessoas que me conheciam (família, alguns amigos da minha irmã) começaram a gritar e a pedir para que fosse, não tinha escolha senão ir claro, ao passar pelas madrinhas dela houve uma delas que olhou para mim e sorriu (que por sinal era a mais gira e a mais simpática), sorri de volta e continuei a andar, quando me aproximei do microfone (não, não o atirei para a piscina, que por acaso era mesmo ao lado) comecei a falar devagar para não me engasgar (tenho uma gaguez ligeira).
Eu: (a olhar para a minha irmã) S-sabes q-que gosto muito de ti e fico contente por saber que encontraste a tua Luz, mas desculpa que te diga só vim mesmo pela comida, outra coisa, antes tu do que eu (risos e a olhar para o noivo) que continues a ser quem és e agradeço-te imenso por fazeres a minha irmã feliz (a olhar para a senhora) Já posso ir comer?
Toda a gente se riu, aproveitei também para contar uma piada seca que li esta semana num Blog de uma rapariga: "Havia um cão borracha que quando se coçou, apagou-se", toda a gente ficou a olhar para mim, pimba, 1-0, marca a equipa de fora, rapidamente decidi contar outra: "uma rapariga pergunta ao namorado se consegue arranjar alguma palavra relacionada com amor, no qual ele responde amortecedor".
Começo a ouvir um pequeno grupo de pessoas a dizer coisas como: "Boo", "vai para casa", "até a minha avó consegue fazer melhor".
Realmente a senhora do Registo Civil olhou para o relógio de pulso e fez-me o gesto para me despachar, acabo a minha extraordinária performance ao dizer aos noivos que a sorte deles é que me tinha esquecido de levar um pacote de arroz para lhes atirar, mas fechado, ainda consegui arrancar alguns risos, embora que eles preferiram confetis, estaria eu numa festa de Carnaval?
A cerimónia proceguiu normalmente, por acaso acabou rapidamente e todos seguiram para os comes e bebes, graças ao meu número consegui "sacar" números de telemóvel de algumas raparigas solteiras mas não consegui o número da mais gira, estava eu com um copo de sumo de laranja com dois icebergs lá dentro a conversar com o irmão mais novo da minha mãe, senti uma mão a passar-me pelas costas, olhei para trás e reparei que era a minha irmã, já a tinha visto em casa dela vestida e maquilhada mas ainda não tínhamos tido tempo de conversar, muito rapidamente nos abraçámos e lhe dei um enorme beijo na cabeça que estava cheia confetis.
Disse-lhe que mesmo com vestido de noiva e maquilhada que continuava feia, ela sorriu, o noivo aproximou-se e cumprimentámo-nos, senti que pela primeira vez na vida a vi feliz, na verdade, nunca a tinha visto tão feliz, disse-lhe que apesar de tudo o que passámos continuarei a apoiá-la e a protegê-la, penso que ela sabe, mas nunca me disse, eles foram-se embora de seguida.
Nesse momento aparece a madrinha mais gira e veio ter comigo, pediu-me dois beijos e abraçou-me, eu fiz-lhe o mesmo, pediu-me para que fizesse a minha irmã feliz, mas será que ela não se enganou na pessoa?  Finalmente chega a hora de lanchar/jantar, a sopa estava óptima, não me lembro de que é que era, mas sei que tinha pequenos pedaços de amendôa, de seguida veio o bacalhau, não o comi porque não aprecio muito, até porque estava a guardar um espacinho no estômago para o que viria a seguir, medalhão de vaca com cogumelos e risotto, estava muito bom. a mesa dos noivos estava mesmo ao lado da minha, levantei-me muito rapidamente da mesa e fui ter com ela, contei-lhe o que aconteceu e disse-lhe para que se casasse todos os dias, ela sorriu e aceitou, perguntou-me se tinha gostado da comida e se estava a gostar da festa.
"Isto é uma seca" disse eu, posso passar vários dias sem televisão, sem PS4 e XBox One, mas agora sem Internet é que não, principalmente eu que adoro umas boas calhandrices no Facebook e afins, não precisava de dizer que estava apenas a brincar porque ela sabia, voltei a dizer-lhe para aproveitar o resto do dia e que fosse feliz, é claro que gostou tanto do gesto que ficou com uma lágrima no olho, dei-lhe outro beijo na cabeça e sentei-me.
Cerca de duas horas sem fazer rigorosamente nada, veio a parte do Buffet, levantei-me e fui buscar um prato, deixa cá ver, fruta? Não, como-a todos os dias, doces? também não, leitão? Esquece, camarão? Pode ser, 4/5 de uma vez, fui-me sentar e comecei a comer, ou sou eu que sou muito esquisito ou então não sei, talvez tenha comido melhores, estes não eram grande coisa, perdi logo a vontade de comer mais e dei o resto à minha mãe.
Peguei no prato e levantei-me novamente, desta vez fui à parte dos queijos, tirei um de cada para ver qual deles era o melhor (adoro queijo), sentei-me e comecei a comer, eram todos tão bons que era difícil de escolher, mas talvez o que gostei mais foi mesmo o Président, nesse momento começou o baile e eu não liguei muito, mas também, talvez seja da idade, mas achei o som demasiado alto, a única pessoa que me convidou para dançar foi mesmo a minha irmã, mas...com estes sapatos e pés de chumbo é impossível.
Fiquei o tempo todo sentado, ao meu lado estava uma prima minha que veio de Berlim de propósito a Portugal para assistir ao casamento, o resto da noite correu muito bem, ela merece tudo e mais alguma coisa desde que seja para a fazer feliz, tenho imensa sorte em tê-la como irmã mesmo que muitas das vezes tenha tendência para lhe torrar a paciência.

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publicado às 14:43

A Máquina do Tempo

por O Paciente Impaciente, em 15.06.16

Quando ainda andava na Escola havia uma rapariga que tinha uns olhos esverdeados lindos, não a conhecia porque eramos de Turmas diferentes, confesso que quando se cruzava comigo eu ficava bastante envergonhado, queria dizer-lhe olá mas não sabia se estaria interessada em falar comigo ou não, tinhamos amigos em comum, adorava imenso o seu sorriso.
14 anos passaram e nunca mais voltei a vê-la, ainda hoje não sei o seu nome, nem sequer sei onde vive nem qual a sua profissão, mas estou extremamente arrependido em não ter pedido a um amigo meu para me apresentar, quem sabe se hoje não seríamos amigos? Contudo, adorava imenso de ter uma Máquina do Tempo e voltar a essa altura, não há dia nenhum em que não pense naquela rapariga que me fazia sorrir mesmo não sabendo, não sei se alguma vez reparou em mim e muito provavelmente nunca irei saber, o que fariam se pudessem viajar no Tempo?

 

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publicado às 12:29

O paciente impaciente

por O Paciente Impaciente, em 14.06.16

"

 

Hoje fui a uma Consulta no Hospital e enquanto esperava para ser atendido, reparei que se encontrava um rapaz sentado num banco, ele, de braços cruzados, notava-se pela sua cara que já estava a ficar saturado de estar ali a apanhar uma grande "seca", de vez enquando levantava-se e andava de um lado para o outro, toda a gente que também se encontrava naquela pequena sala estava nervosa com as suas próprias consultas, ficaram ainda mais nervosas por verem aquele rapaz com cerca 1,80cm a andar de um lado para o outro, o serviço em si era bastante lento, o que deixava as pessoas ainda mais nervosas, a mãe do rapaz pedia-lhe para se sentar quieto, mas notava-se que ele estava a ficar farto de estar ali, cada vez que olhava para o monitor entrava em "paranóia" porque nunca mais chegava a sua vez, aquele paciente impaciente alto e magro era eu."

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publicado às 12:01


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