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O dia do pai

por O Paciente Impaciente, em 20.03.17

Parece que ontem foi mais um dia do pai, os meus pais foram passar o fim-de-semana a Peniche e ontem convidaram-me a mim é à minha irmã, o marido e os seus pais para lá irmos almoçar, o almoço foi muito bom, a fome era tanta que devorei uma travessa de bacalhau com natas sozinho.
O almoço em si foi bastante animado e correu muito bem mas no entanto acabou depressa, depois ainda fomos até ao Forte dar uma volta, o problema é que que estava imenso vento, a minha irmã tirou-nos algumas fotos que devem de estar uma miséria, ao ir ao Forte de Peniche a primeira coisa que me vem à cabeça é Alcatraz, a prisão mais famosa dos Estados Unidos situada na minha primeira cidade favorita: San Francisco.
Viemo-nos embora com a promessa de voltar-mos em breve mas só quando o tempo estiver melhor (o que pelo que percebi é difícil porque faz sempre imenso vento), os pais do meu cunhado foram para casa porque tinham de ir a outro lado e nós também tinhamos de ir lanchar a casa da minha avó (aquela que falei há uns meses).
A sua casa estava cheia de pessoas, primos, tios, tias, primas, incluindo aquelas duas que não suporto ver à frente e que não se dão comigo nem eu com elas devido a outros assuntos, o lanche estava a correr bem, isso mesmo, estava, no meio de 14 pessoas eu era o mais calado (como sempre).
Por alguma razão estranha a minha avó virou a sua atenção para mim e o que se lembrou de fazer? Envergonhar-me com histórias que eu fazia em criança quando lá ia passar férias, ora, eu sou uma mistura de Yosemite Sam e o Zangado dos sete anões, já me estava a roer por dentro mas tive de aguentar até ao momento em que ela contou as coisas e se riu com aquele ar de gozo, Português que sou digo a verdade nua e crua com algumas asneiradas pelo meio.
Quem diz o que quer ouve o que não quer, o que quero dizer com isto? É simples, estava completamente enervado que nem dei por ela, pelos vistos disse que ela já me estava a enervar com umas asneiras pelo meio, o resultado? 13 pessoas espantadas a olhar para mim, o pior de tudo é que ficou tudo contra mim, uma das minhas primas que não falam comigo diz estar reformada por alguma doença qualquer mas sinceramente acho a história muito mal contada, essa disse que eu devia de passar mais tempo trancado em casa, lá está, enervado como eu estava acabou por levar por tabela, disse-lhe que era devia era de estar presa por andar a roubar dinheiro ao Estado por andar a fingir ter doenças que não tem.
Remédio santo, nunca mais a ouvi falar, eu sou um gajo porreiro a quem me trata bem, agora, odeio que me mintam, que gozem comigo e que me tentam humilhar, esse tempo já lá vai, o que me irrita ainda mais é que a minha avó tem mais gente a quem telefonar e não é que telefona todos os dias aos meus pais a pedir-lhes ajuda? Na sua vontade queria que a minha mãe deixasse de trabalhar para ir com ela ao médico ou fazer-lhe as vontades todas, essa também me anda entalada na garganta que por acaso não saiu ontem nem sei como. Tão depressa não vou a jantares/almoços/lanches onde a minha avó esteja, se há coisa que odeio é alguém que goze com a minha cara, se estou chateado? Claro que sim, estragou aquele que podia ter sido um grande dia.

 

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publicado às 20:00


2 comentários

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De fashion a 20.03.2017 às 22:10

Safou-se o bacalhau. Deixa lá! beijinhos
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De O Paciente Impaciente a 20.03.2017 às 22:11

Sim, foi a única coisa boa, se soubesse tinha ido almoçar e ido logo para casa.

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