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O Código Da Vinci

por O Paciente Impaciente, em 09.01.17

Na semana passada decidi ver o filme "The Da Vinci Code" ou em Português "O Código Da Vinci" porque está farto de dar na televisão e nunca conseguia ver do início ao fim até agora, dos três este parece ser o mais longo com cerca de 02h54m de duração (já vi o Anjos & Demónios há algum tempo e não me lembro quantos minutos tem).
Ora, escusado será dizer que estes filmes são um pouco confusos pelo menos para mim, adoro imenso os filmes do Tom Hanks e do Ron Howard e principalmente quando trabalham juntos coisa que já o fizeram algumas vezes, o que quero dizer é que estive quase três horas a ver algo e que fiquei a perceber o mesmo, ou seja, rigorosamente nada, só sei é que vi o Tom Hanks a correr com a Audrey Tautou o tempo todo e a resolver puzzles (coisa que para mim é Chinês).
O que põe a minha inteligência em causa, serei eu assim menos inteligente como pensava ou estes filmes são mesmo confusos? Mas também se deva ao facto de as legendas terem estado em Inglês o que dificulta mais as coisas, não é que eu não seja bom nessa língua porque sou, ou pelo menos era quando andava na escola, nas legendas em si também faltavam algumas letras e estavam substituidas por barras ou até mesmo outros caracteres (por pouco eram hieróglifos Egípcios). Devo eu de ver este tipo de filmes ou será que só poderei ver filmes do Jackie Chan? É que nesse caso a sua Filmografia serve apenas para uma única coisa, fazer rir pessoas, é isso, vou ali ver o Rumble In the Bronx ou o Mr. Nice Guy (embora que qualquer um deles seja bom). 

 

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publicado às 10:08

Novo Ano Chinês

por O Paciente Impaciente, em 02.01.17

Sei que tenho andado distante do blog nestes últimos meses, não por falta de interesse mas sim por falta de ideias e histórias para contar (e eu que queria ser Argumentista).
Algumas pessoas perguntaram-me se iria voltar a escrever, houve até quem me removesse como "amigo" por não escrever mas isso não me interessa rigorosamente nada, assim sendo que venho falar sobre esta época festiva e o que representa pelo menos para mim.
Quem me conhece realmente sabe que odeio o natal desde os meus 12 anos, e perguntam vocês porquê? Eu explico, quando tinha essa idade vi o meu avô paterno a partir praticamente à minha frente e isso deixou-me marcas, marcas essas que ainda hoje permanecem, posso dizer que o natal de 1996 foi o pior natal que já passei, todos os anos era hábito passarmos o natal em casa da minha avó mas a sua casa além de super gelada (mesmo com fogueira há muita humidade) há sempre pessoas a entrar e a sair, crianças aos gritos e aos saltos, já para não falar que a minha mãe gosta de estar na sua própria casa sem confusões, essa minha avó costumava vir para minha casa com uma prima minha e um tio, este ano não vieram porque a minha avó decidiu não vir.
Por um lado até foi melhor porque ela é daquele tipo de pessoa que se mete na vida das pessoas e de seguida vai contar a toda à gente o que viu e ouviu, ou seja, uma calhandreira a 100%, não é que eu não goste dela mas sinceramente irrita-me profundamente quando se põe a fazer-me perguntas e depois vai contar às suas vizinhas ou até mesmo às suas queridas netinhas que não falam comigo nem com a minha mãe, um dia explico.
No dia do casamento da minha irmã em Junho, ela andou para lá a dizer às amigas da minha irmã que eu estava solteiro, é claro que não gostei da brincadeira, a minha avó também é daquele tipo de pessoa que gosta de fazer rir os outros nem que para isso tenha que envergonhar alguém forte e feio, tanto os meus pais como a minha irmã sabem que já não a posso ver à frente por causa disso, mas continuando, neste natal houve muita comida, caras de bacalhau, bacalhau com natas, arroz doce, mousse de chocolate, bolo-rei e camarão, não gosto nada de peixe nem bacalhau mas adoro bacalhau à brás ou com natas, estranho não?
Comi tanto nestes últimos sete dias que acho que irei demorar dois anos a desfazer-me desta comida toda ou quase, o jantar em si até que correu bem e passou a correr, no fim toda a gente se sentou nos sofás e passados quê? Cinco minutos? Já estava toda a gente com sono e ainda eram 22h30m, a sorte é que ainda estava a fazer a digestão porque caso contrário tinha ido para a cama a essa hora como faço todos os dias e seria um dia perfeitamente normal para mim, uma semana depois chegou a passagem de ano, é oficial, descobri que tenho mesmo amigos que devem ser da família do Mendonça (Mendonça=onça).
Nunca ninguém me deseja nada nem convida para nada, na verdade apenas a mãe de um amigo meu que me deu o gato preto é que me enviou uma imagem para o facebook, a única solução era ir com os meus pais, mas sinceramente entre ir com eles ou ficar em casa sozinho a jogar prefiro mesmo a segunda opção sem pensar duas vezes, sou muito caseiro e não gosto de certas coisas que o meu pai faz, por exemplo, em festas de aldeia põe-se a dançar feito doido e a envergonhar-me fortemente, ou então diz e faz coisas que não gosto, adora ir para o café beber minis e ficar lá a tarde toda em vez de vir para casa e eu até me passo pelas secas e figuras tristes que me fazem passar, começo seriamente a pensar que sou descendente daqueles dois senhores que estão sentados no teatro, das duas uma, ou sou eu que não tenho paciência para certas coisas ou então as pessoas gostam muito de me provocar.
Já não me lembro do que estava a falar, ah sim, da passagem de ano, a minha mãe fartou-se de me chatear para ir com eles e claro, lá está o Paciente Impaciente sentado na primeira fila a ser do contra, será que pertence ao Bloco de Esquerda?
Será assim tão difícil de aceitar as minhas opiniões? Se não quero não quero, se se estão a perguntar a vós próprios como foi a minha P.D.A eu conto, (oh não, este tipo nunca mais se cala, socorro, tirem-me daqui porque isto é uma seca).
Acabei por ir com eles por causa da minha mãe, ela quase que me implorou para ir e acabei por aceitar mas foi com um grande custo, fomos jantar a um Restaurante na praia onde o meu pai vai com a minha mãe aos domingos à tarde quando está em Portugal, já é cliente habitual e até porque tanto ele como o dono já se conhecem há muitos anos porque cresceram na mesma zona, sentei-me e o que é que eu vejo? Rissóis, pastéis de bacalhau, camarão e creme de sapateira, a fome era tanta que comecei a comer um pouco de tudo, pouco depois decidi escolher vitela estufada com arroz e batatas fritas que estavam uma maravilha, a fome? Ah, essa foi-se embora porque estava a apanhar uma valente seca.
Fiquei sem fome muito depressa e bebi duas latas de sumol que tanto adoro mas bebo tão poucas vezes, apenas sei que estava tão cheio mas tão cheio que estava a ver que tinha de sair dali a rebolar e até que nem foi assim muito caro, 15€ por pessoa e podíamos comer o que quiséssemos porque estava tudo incluído, no fim aparece o rapaz a perguntar se queríamos sobremesa, oi? O quê? Quando? Quem? Ah, não tenho fome nenhuma mas bora lá comer serradura, daí até nos irmos embora não demorou muito até porque já eram 23h e pouco e estava quase na hora do espectáculo que já vos conto a seguir, o dono deu-nos uma garrafa de champanhe porque já estava incluída no menu, quer dizer, a mim não me deu nada porque eu não bebo essas coisas, infelizmente.
Víemos cá para fora e fomos ao encontro de uns tios meus que estavam na marginal ao frio à nossa espera e tudo por causa do meu pai que é sempre o mesmo, não faltou muito para que a meia-noite chegasse e com isso veio o fogo-de-artifício que durou cerca de meia-hora, mas fiquei na dúvida, não sei se era o 4 de Julho ou se estava perante um concerto dos Rammstein (para quem não sabe eles são conhecidos por terem concertos com grandes efeitos de fogo-de-artificio).
Já estava farto de olhar para cima mas acabou com uma enorme explosão, a marginal estava cheia de pessoas que rapidamente se foram embora, mesmo ao lado estava uma tenda grande onde havia música ao vivo mas tinha que se pagar 3€ para entrar, decidimos ir dar uma volta a pé até aos bares mas viemo-nos embora porque é uma zona de risco (porrada, facadas e até mesmo tiroteios).
Foi aí que decidimos pagar os tais 3€ para entrar na tenda, para minha grande surpresa estava lá o Virgul a actuar, nunca o tinha visto pessoalmente mas sempre tive (e ainda tenho) um grande respeito por ele, tanto que se fosse Realizador convidava-o para aparecer como uma das personagens, ele agora está diferente, cabelo curtinho e mais musculado e de óculos escuros, fiquei mesmo a pensar que era o Anselmo Ralph (tenho grande respeito pelos dois).
O seu mini-concerto foi muito agradável e tocou as novas músicas como algumas dos Da Weasel, apenas acho que deveria ter sido o último a actuar e não o primeiro, depois veio um DJ e um cantor locais mas detestei por completo, apesar de não ser grande fã desse tipo de música o efeito de luzes era uma anedota, sabem aquelas luzes que estão constantemente a piscar? Era desse tipo, aquilo para uma pessoa ter um ataque não é preciso muito e eu tive que fechar os olhos porque já me doía a cabeça por causa do barulho e mesmo por causa das luzes, e não, não sofro desse tipo de doença apesar de ter outro tipo, algum tempo mais tarde viemo-nos embora e como tínhamos o carro em frente ao Restaurante a minha mãe queria ir à casa-de-banho, mas qual não é o nosso espanto quando vemos dois carros da GNR parados?
Tinha havido confusão lá dentro há pouco tempo, soube ontem que houve uma tentativa de furto quando o dono se encontrava na parte do Restaurante, se não tivesse sido o miúdo que estava a atender o lucro de sábado tinha ido à vida, é claro que houve porrada entre o dono e a pessoa que tentava roubar dinheiro, conclusão, o dono levou com uma cadeira na cara acertando-lhe na pálpebra esquerda e partiu-lhe um dente de cima, mas parece que o miúdo e um outro senhor se meteram, por sorte a pessoa que queria roubar dinheiro fugiu mas pediu ajuda médica aos bombeiros e quando o dono do Restaurante soube disso, saiu disparado de tal maneira do seu café/Restaurante para lhe bater, o que teria acontecido se um dos Agentes não lhe tivesse agarrado, ao que parece já está tudo encaminhado para uma Advogada e o caso irá para a frente, percebem agora porque odeio passagens de ano e de lugares onde há muita gente?

P.S: Peço imensa desculpa por este texto ser demasiado pequeno.

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publicado às 10:40


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